Rei do Baião .Com .Br recebe o selo Acessibilidade Brasil
Postado em 28 de outubro de 2006
O novo desenho do site Rei do Baião .Com .Br é o 1º pernambucano e o 133º brasileiro a receber o selo Acessibilidade Brasil (Prioridades 1, 2 e 3). Este selo indica que a página foi aprovada, sem erros, pelo avaliador nacional de acessibilidade o DaSilva, não significa, porém, que todas as páginas do site são acessíveis, mas que seus mantenedores estão empenhados em conseguir isto (Veja a lista de todos os sites acessíveis do Brasil).
Para elaboração do novo projeto os colaboradores assumiram o desafio de tentar implantar no site as recomendações da W3C,
construindo páginas válidas e acessíveis por qualquer browser, desde Internet Explore 7 até os
feitos exclusivamente para celulares e equipamentos móveis. Utilizando Folhas de Estilos separadas da própria programação da página, é possível visualizar o site sem sua formatação original, o que dá ao usuário plena liberdade, inclusive para criar o seu próprio estilo de visualização.
Mas afinal, o que é acessibilidade? Sem utilizar termos técnicos, acessibilidade é a facilidade de acesso, de trato ou de obtenção daquilo que se pretende. O que aconteceu foi que associaram a acessibilidade apenas aos Portadores de Necessidades Especiais, mas, em verdade, todos possuem algum tipo limitação, em relação a determinado objeto, que os fará depender da "acessibilidade" para que possam usufruir o que é posto a disposição.
Especificamente na internet, Acessibilidade representa para o usuário não só o direito de acessar a rede de informações, mas também o direito de eliminação de barreiras arquitetônicas, de disponibilidade de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas adequados, de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos. Podemos citar algumas dessas barreiras (mais infomações em Acessibilidade Brasil):
Incapacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou grande dificuldade - quando não a impossibilidade - de interpretar certos tipos de informação. Dificuldade visual para ler ou compreender textos. Incapacidade para usar o teclado ou o mouse, ou não dispor deles. Insuficiência de quadros, apresentando apenas texto ou dimensões reduzidas, ou uma ligação muito lenta à Internet. Dificuldade para falar ou compreender, fluentemente, a língua em que o documento foi escrito. Ocupação dos olhos, ouvidos ou mãos, por exemplo, ao volante a caminho do emprego, ou no trabalho em ambiente barulhento. Desatualização, pelo uso de navegador com versão muito antiga, ou navegador completamente diferente dos habituais, ou por voz ou sistema operacional menos difundido.De logo, pode-se observar que, a tentativa de amenizar os efeitos provocados por esses obstáculos, não beneficia apenas aqueles que possuem algum tipo de deficiência física, mas a todos que, a partir da adoção dessas regras, acessarão as informações de forma mais rápida e objetiva.
A produção de páginas acessíveis tem sido uma luta travada por muitos na Rede Mundial de Computadores, apesar de não ser algo fácil de se fazer, posto que há, em alguns casos, necessidade de se abdicar de um desenho mais bem elaborado, é extremamente possível, e a ajuda encontrada em sites especializados, como os já citados a cima, torna o trabalho mais fácil e, por vezes, o resultado é até melhor que se fossem usadas as velhas técnicas.
Para se ter uma idéia, a infinidade de sites das Organizações Globo e mesmo a simples página inicial do Google, atualmente o buscador mais utilizado pelos usuários do Brasil e do mundo, não passam pelo crivo do DaSilva. Em que pese a importância dessas empresas, é triste a falta de vontade em tornar acessível, a todos, as informações por elas disponibilizadas.
A Lei Federal nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, cujo art. 17 diz que "O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer", já dá a clara inclinação do governo de difundir essa forma de facilitar a comunicação, mas ainda falta, talvez, uma vocação social e uma visão mais futurista dos que, de alguma forma, detêm grande parcela da informação no Brasil.