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Divulgando a Vida e a Cidade do Gonzagão - Exu-PE

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História da Cidade do Rei do Baião - Exu-PE

          A denominação Exu é oriunda de uma corruptela do nome de uma tribo de índios chamados Açu, ou ainda do nome dado pelos índios locais em virtude da grande quantidade de colméias (de forma globosa) de abelhas de ferrão, chamados “Enxu ou Inchu”, existente na região.

Pode-se dizer que o nome Exu resultou da interação das fonéticas LUSA e TUPI. É pois, um nome carregado de sertanidade, brasílico, sulamericano, aculturado pela confraternização entre o índio generoso e o português bem intencionado. (CARVALHO, 1982).

          A evolução histórica do município do Exu desenvolveu-se independente e isolada do núcleo açucareiro de Pernambuco.
          O ciclo da cana-de-açúcar foi a primeira atividade economicamente organizada do Brasil. A partir da fundação do primeiro engenho de cana -de-açúcar pelo sr. Martim Afonso de Souza, em 1532, e por dois séculos, o açúcar foi o principal produto brasileiro, convivendo, contribuindo e, às vezes, resistindo às mudanças sócio-político-culturais desse período.
          No inicio da colonização brasileira o governo metropolitano resolveu estimular alguns portugueses a se instalarem para produzir açúcar no litoral do Brasil. Era preciso efetivar a posse da terra para defendê-la e também explorá-la em suas riquezas. Optou-se pela cana de açúcar por se tratar de uma cultura rápida, chegando ao corte a partir do segundo ano e também devido ao tipo de solo existente. O massapê, solo de barro vermelho excelente para o plantio de cana, encontrado nas várzeas dos rios Capibaribe e Beberibe, eram excelentes para o desenvolvimento dessa cultura.
          Outro fator importante foi o clima quente e úmido do Litoral e da Zona da Mata. Além disso, o Nordeste, por sua localização estratégica, permitia fácil escoamento do açúcar produzido, estando mais próximo dos mercados consumidores. Outro fator que contribuiu na decisão de cultivar a cana foi o preço do açúcar alcançado no comércio europeu. Dessa forma, o cultivo da cana-de-açúcar se alastrou devido à riqueza do solo pernambucano e o ciclo açucareiro foi voltado totalmente para a exportação.

Como em Exu não havia sistema de transporte para Recife, até 1926 o trajeto mais rápido era ir a cavalo de Exu a Petrolina, onde se cruzava o Rio São Francisco, pegava-se o trem para Salvador, e em Salvador o navio da Companhia Costeira de Navegação para Recife. Esse era o trajeto mais próximo. Exu era a área mais remota, praticamente a população era mais voltada para o Oeste, no Ceará. Não havia nenhum laço econômico entre Exu e Recife, todo comercio era voltado para o Crato-CE. (CARVALHO: 2003)

          A fixação em Exu, após a exploração do Sertão do São Francisco, deu-se com a tolerância do Cacique Araripe, chefe da Tribo “Açu” ou “Inxus” da Nação Cariri, aldeada junto à fonte da Gameleira, Fazenda situada no sopé da Chapada do Araripe.
          Os primeiros colonizadores, procedentes de Viana de Castelo, em Portugal, desembarcaram, em Salvador e arrendaram terras à Casa da Torre e foram se fixando às margens do rio São Francisco na Bahia. Depois de algum tempo, tomaram conhecimento, através de alguns índios da tribo Ançu que na encosta da Chapada do Araripe havia terrenos da melhor qualidade para a pecuária e agricultura, com água excelente. Uma visita desses colonizadores àquelas dadivosas paisagens, fez com que todos se transferissem para as terras indicadas.
          A penetração no município do Exu foi feita por portugueses que se integraram à expansão do Nordeste. Seus principais fundadores foram: Leonel de Alencar Rego e seus irmãos João Francisco de Alencar Rego, Alexandre de Alencar Rego e Marta do Rego Alencar, que saíram de Salvador e se fixaram nas terras férteis do pé da Serra do Araripe, expandindo assim a extensa posse primitiva em outras fazendas e trazendo mais familiares, nucleando o município de Exu.
          Não muito depois, chegaram alguns frades jesuítas e instalaram um abrigo, onde permaneceram muitos anos, hoje restando apenas vestígios (Fazenda Gameleira), do mesmo, onde ergueram uma capelinha ao Senhor Bom Jesus dos Aflitos.
          A povoação do Exu iniciou-se mais precisamente em 1734, segundo consta nos livros diocesanos, quando foi criado por Frei José Fialho o “Curado Amovível”, sobre a invocação do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, o qual foi elevado à condição de “Freguesia de natureza colativa*” no dia 14 de outubro de 1779, pelo Bispo de Olinda D. Tomás da Encarnação Costa Lima. Tornou-se freguesia efetiva somente a partir de 03 de dezembro de 1810, através do alvará de homologação assinado pelo príncipe Regente D. Pedro de Orleans e Bragança.
          O município propriamente dito foi instalado em 30 de março de 1846 pela lei provincial de N. ° 150. Sujeito a diversas alterações administrativas, Exu teve sempre a categoria de Vila, bem como a transferência de sua sede para municípios vizinhos. Observe-se as Leis, abaixo:

  • Em 18 de junho de 1849 pela Lei 249, transferiu a sede para o povoado de Ouricuri.
  • Restaurou-se na categoria de Vila por Leis providenciais de n.° 442, de 02 de junho de 1858, e 1.135, de 30 de abril de 1874.
  • Em 13 de maio de 1862 pela Lei 520, anexou-se à Comarca de Cabrobó.
  • Em 09 de abril de 1863 pela Lei 548, transferiu-se a Vila para a povoação de Granito.
  • Em 03 de abril de 1865 pela Lei 608, transferiu-se também a sede da freguesia para Granito.
  • Em 13 de maio de 1872, pela Lei 1042, tornou-se novamente sede da freguesia.
  • Em 21 de Junho de 1881, pela Lei 1591, elevou-se à Comarca onde teve juiz.
  • Em 23 de abril de 1883, pela Lei 1722, foi rebaixada desta última classificação.

          O Município foi reconhecido em 07 de junho de 1885, como Comarca.
          Em virtude da Lei Orgânica dos Municípios de n.° 52, de 03 de agosto de 1892, constituiu-se autônomo em 09 de julho de 1893, sendo nomeado seu primeiro administrador (prefeito) o Sr. Manuel da Silva Dias Parente e sub-prefeito Henrique Dias Parente.
          Foi também criado naquela época o Conselho Municipal, formado pelos senhores:

  • Tenente Francisco Aires de Alencar Araripe
  • Capitão Vicente Ulisses de Oliveira
  • Coronel João Carlos de Alencar Araripe
  • José Arnaldo de Castro Alencar
  • Lourenço Geraldo de Carvalho

          Depois vem a Lei Provincial de n.° 608 de 03 de Abril de 1895 que suprimiu novamente o Município.
          A antiga sede do município localizava-se no Brejo do Exu próximo às fontes hidrominerais da Fazenda Gameleira, no sopé da serra do Araripe. Contudo, o centro comercial desenvolveu-se durante o século XIX no povoado da Pamonha, localizado no “canion” que se abre para o atual distrito de Timorante.
          Foi então que o Padre João Batista de Holanda Cavalcante, vindo da Paraíba com a missão de catequizar e trabalhar dentro dos nobres princípios religiosos, foi iniciador da construção da Igreja Matriz, um braço forte na edificação de uma nova cidade, pois o Exu Velho por se situar no Sopé da Serra do Araripe estava sujeito a erosão, pois a água que descia da serra provocava desmoronamento, por se situar no Sopé da Serra do Araripe.

O desmoronamento não foi o essencial, houve alguns casos de deslizamento de terra que incentivou, mais o problema foi comercial. O que fez a necessidade de edificação de uma nova cidade foi dicotomia entre a cidade oficial (sede na Gameleira) e a feira setor econômico que ficava na Pamonha.(CARVALHO, 2003) (Ver Mapa 01)

Mapa do Município de Exu-PE
Mapa 01 - Município de Exu-PE

 

          O Padre junto com os senhores Antonio Tavares, Luís Alexandre, Aprígio Lopes, Coronel João Carlos de Alencar, Joaquim Pereira, Leonel de Alencar Rego, Eufrásio Alencar, José Arnaldo de Castro, Antônio Dias Parente, Luís Ulisses de Oliveira e Silva, Aristides Neuton Saldanha, lançaram em 08 de setembro de 1899 a pedra fundamental da cidade de Novo Exu, onde hoje é a praça Casimiro Ulisses. 
          Assim iniciou a construção da cidade, no terreno doado por D. Edwirgens ao “Bom Jesus dos Aflitos, uma mulher religiosa engajada na catequese. E erguendo-se e, como era de costume na época, a partir de uma capela que recebeu o nome do mesmo padroeiro do Exu Velho, Bom Jesus dos Aflitos. Em redor edificaram-se casa de comércio e residências para todos os lados.
          Somente em 1900 é que foi endossada a área, os interesses econômicos unificaram-se com os da cidadania, num lugar central, de fácil acesso, eleito pelas lideranças locais. Tratava-se do sítio Lagoa dos Cavalos assim denominada, porque o terreno, no inverno, acumulava água e, os cavalos soltos no campo vinham beber. No mesmo ano deu-se o lançamento da pedra fundamental do povo, ação que originou a atual sede do município, mas a restauração definitiva da administração pública para a cidade, ocorreu somente em 08 de setembro de 1907, data de aniversário da cidade.
          Na tentativa de conseguir a autonomia do Município, foi restaurada pela Lei n.° 844 de 10 de Junho de 1907, com sede na povoação do Novo Exu, e com essa mesma denominação desmembra-se do município de Granito. E em 07 de julho de 1907, Novo Exu reconquista sua autonomia e torna-se Comarca independente, tendo como administrador o próprio Padre João Batista de Holanda Cavalcante, que por alguns anos continuou trabalhando na Paróquia de Exu.
          A sede municipal foi elevada à categoria de cidade, em virtude da Lei Estadual n. ° 991 de 1° de Julho de 1909.
          Possuía, naquela época, 03(três) distritos no Novo Exu, Canabrava (atual Viração) e Bom Jardim (parte de Bodocó). Refere-se também à criação do Distrito-Sede a Lei Municipal de n.° 101, de 15 de novembro de 1929, segundo o quadro de divisão administrativa, correspondente ao ano de 1933.
          Publicado no Boletim do Ministério do Trabalho, Industria e Comércio. Em 1938, pela Lei Estadual n.° 92 de 31 de março de 1938, Claranã passa a ser distrito de Bom Jardim, atual Bodocó, que era distrito de Exu.
          Em virtude do Decreto-Lei estadual n.° 235 de 09 de dezembro de 1938, que fixou a divisão territorial para vigorar no qüinqüênio 1938-1943, o Município e o distrito Sede passaram a designar-se Exu e o referido Município perdeu, para o Bodocó o distrito de Claranã, desfalcando parte de seu território.
          O Município situa-se, em uma área do sertão pernambucano, que sofre o grande problema da “derrubada”, abatimento de árvores na mata e “queimada”, queima de mata seca ou verde para dar lugar a casas ou para dar espaço a plantação de capim e roças de feijão, milho, etc. Encontramos água de excelente qualidade na encosta da Chapada do Araripe.
          Terra natal de Luiz Gonzaga, o popular “Rei do Baião”, Exu conta com atrações turísticas municipais como: as ruínas da capela do Exu velho (Foto 01), Camarinhas (Foto 02) na Gameleira; parque Agro-industrial Aza Branca (Foto 03), centro de lazer e trabalho onde se localiza o Museu do Gonzagão, um espaço cultural que, ainda em vida, quando retornava ao Exu, Luiz Gonzaga teve a idéia de criar, dotando-o com objetos pessoais, tanto seus próprios, como de seu pai, o sanfoneiro Januário. Na Vila Araripe, a capela de São João Batista idealizada e construída pelo Barão de Exu, Gualter Martiniano de Alencar Araripe, e a Casa Grande, primeira casa da Região, hoje Museu Bárbara de Alencar e casa da família Alencar no Brasil, lugar em que chegaram os portugueses para fixarem em Exu, e onde nasce a heroína Bárbara de Alencar, que lutou junto a outros contra a monarquia brasileira.


Ruínas do Exu Velho em 2003
Ruínas do Exu Velho/2003 - Foto 01

 

Camarinhas em 2000
Camarinhas/2000 - Foto 02 - Foto de Islândia Maria Carvalho

 

Museu do Gonzagao - Parque Aza Branca em 2005
Museu do Gonzagão-Parque Aza Branca/2005 - Foto 03

Uma das curiosidades da cidade é o vento “cantarino”, na época que vai se aproximar o inverno o vento predominante é o vento sul, quando é pra chover há inversão do vento, o vento norte, represa as nuvens que trás umidade, nessa fase de transição do vento sul para o norte ele sobe no sentido contrário, e passa pela garganta da serra fazendo um gemido estridente. Para os mais velhos é sempre um sinal de chuva. Um fenômeno que acompanha Exu desde a colonização. (CARVALHO: 2003) (Ver Foto 04)

Chapada do Araripe em 1998
Chapada do Araripe/1998 - Foto 04 - Foto de Maria Iláide Carvalho

          As festas populares mais comemoradas no município são: Carnaval, Santo Antonio, São João, São Pedro, Natal (festa do padroeiro, Senhor Bom Jesus dos Aflitos), ano novo e a famosa vaquejada por atrair vaqueiros de várias regiões. Especial destaque é dado aos aniversários de nascimento e morte de Luiz Gonzaga, o saudoso Gonzagão, o qual desenvolveu em cada um de seus baiões uma matriz característica de uma região, de uma vivência popular, de uma tradição guardada pelo povo como relíquia do passado. Cantores, músicos, escritores e compositores são unânimes em afirmar que Luiz Gonzaga foi o maior artista do Nordeste em todos os tempos. De uma influência tamanha em qualquer parte do país, que nenhum acordeonista pega no instrumento sem antes se lembrar da obra do “Rei do Baião”.
          Para o Nordeste sua figura é de maior expressão e divulgação, inclusive internacionalmente, chegando ao ponto que não se pode falar do Nordeste sem ligá-lo a imagem do “Rei”, que com suas músicas, quando a cidade tomada por turistas, transforma-se num palco de festividade.


ASPECTOS GEO -AMBIENTAIS

          O relevo de Exu apresenta terrenos planos e acidentados, pode-se notar a influência do Araripe na formação do relevo, com terras altas, planas e descendo a Serra do Araripe, encontra-se terras baixas e terras férteis e várias nascentes no sopé da serra, que nasce na cidade de Porteira no Ceará e termina no Piauí.
          É uma região que sofreu degradações referidas ao terciário que modelou a depressão interiorana e veio a surgir uma flora xerófila com plantas que crescem nas áreas com prolongados períodos de seca e nas de clima muito frio com terrenos salinos. Essas plantas desenvolveram-se, através do tempo, com diferentes estratégias para sobreviver, em ecossistemas tão adversos com caracterização do ambiente semi-árido. Toda a área pediplana, está destituída de sua vegetação original, possivelmente representada por formações florestais, foi invadida por espécies adaptada ao ambiente xérico onde se registra a presença de vegetação herbácea e cactácea que são mais propícias à pecuária do que a agricultura. 
          Algumas áreas têm solo raso, pedregoso e desprotegido da ação erosiva, contendo também solos argilosos, de massapé e terras férteis. Antes era visível uma grande área da mata ciliar, porém não é mais tão possível. A parte do sertão é coberta por uma vegetação de xiquexique, macambira, jurema, canafístula, catingueira, juazeiro, etc. O município ainda dispõe da vegetação do cerrado no sopé da chapada onde designamos algumas espécies importantes tais como: aroeira, brauna, sabiá, ameixa, pequi, sucupira, angico, etc. tendo inúmeras utilidades de uso energético, como também para serrarias, construção de cercas e estacas.
Há muitos locais onde são realizadas ações agressivas à natureza, corte de árvores, destruindo o ecossistema, queimada de mata, deixando o solo cada vez mais pobre de nutrientes e destruindo a fauna e flora da caatinga. Esta prática é bastante comum entre os agricultores locais, eles costumam desmatar áreas próximas aos rios onde irá ocorrer o assoreamento dos mesmos e acarretam outros problemas. A vegetação típica dessa região é a caatinga, no entanto percebe-se a presença de vegetação de médio e grande porte: a umburana branca e vermelha, cedro, angico, eucalipto e a barriguda, quase extinta.
          O manejo florestal está sendo uma alternativa viável e legalizada para a obtenção de vários produtos florestais, de forma sustentada e o município tem algumas áreas que fornecem esses produtos madeireiros. Além disso, essa vegetação é extremamente importante para a manutenção da pecuária extensiva regional.
          Em relação à fauna que não é diferenciavel de todo o Nordeste brasileiro, sobrevive inter-relacionada com a cobertura vegetal, daí a necessidade de preservação desta. As principais espécies contidas na região são: preá, tatu, peba, gambá, sagüi, urubu, coruja, gavião, raposa etc. A biodiversidade é enorme e nos impressionam na área de répteis, aves e os fósseis.
          O clima é semi-árido e quente, sendo frio no inverno e quente no verão. Existem rios apenas temporários, como o Brígida e seus afluentes: Riacho das Tabocas, Maniçoba e Caraíba (PM-Exu, 2000). Há poucas chuvas, com temperatura superior a 25° e 32° e a questão de pluviosidade está em torno de 700 a 750 mm anuais de água. Neste clima semi-árido Nordestino, existe uma má distribuição de chuva, em tempo e espaço, há áreas em que chove mais que outras. Existem duas concentrações de chuva em períodos diferentes, um período bem definido como no caso do clima cerrado, com uma estação seca e úmida definida (Projeto RADAM BRASIL, 1981).


ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS

          A agropecuária é que garante a subsistência dos agricultores que aproveitam as terras férteis deste município. Predomina na estrutura básica econômica do município as culturas de milho, feijão, mandioca, laranja, manga, café, etc, absorvendo 60% de gado leiteiro e 40% de gado de corte.
          A produção do município é destinada ao consumo interno e vendida para as cidades e estados vizinhos. O comércio se faz representar por pequenos e médios atacadistas e varejistas nos diversos gêneros das necessidades básicas do consumo.
          O segmento industrial não apresenta expressividade tanto ao nível de mão-de-obra empregada, quanto ao plano do valor da produção gerada. A estrutura industrial se reveste de poucas unidades como: duas cerâmicas, sendo uma na sede e outra no povoado do Araripe, que conta com 03 laticínios sendo 01 da cooperativa dos agropecuaristas e 02 de pequenos empresários; e 01 pequena fábrica de gesso.
          O movimento bancário está a cargo das agências do Banco do Brasil S/A, com atendimento ao público de 9:00 às 12:00 horas, à tarde somente para serviços internos e o auto-atendimento das 8:00 às 18:00 horas, e o Banco Bradesco Postal, com o atendimento de acordo com o horário dos correios.
          O imposto que gera recurso para o município é o Imposto Sobre Serviços (ISS). A arrecadação orçamentária do Município é aproximadamente 3.308.434,52. (dados fornecidos pela secretaria de finanças da Prefeitura Municipal de Exu, 2003).
          A ocupação das pessoas que residem no município de Exu-PE, na sua maioria são agricultores, criadores de gado, ovelha ou bode, funcionários públicos federal, estadual ou municipal, bem como pensionistas e aposentados.
          A educação no município foi ministrada pelos educandários estaduais, municipais e Legião Brasileira de Assistência -LBA, atual Escola Lizziane. Verificou-se que a maior parte das escolas de Ensino Fundamental estavam localizadas na zona rural, com atendimento à clientela de 05 a 14 anos. O Ensino Médio ficava a critério do Colégio Municipal Bárbara de Alencar com os cursos de Contabilidade e Magistério.
          As atividades referentes à promoção da comunidade destinada, especialmente às camadas de baixa renda, eram desenvolvidas pela Legião Brasileira de Assistência – LBA, que manteve o Projeto Casulo atendendo as crianças carentes de 0 a 6 anos com assistência nutricional e psicopedagógicas, material didático e vestuário. O projeto funcionava com 4 horas diárias atendendo a crianças e gestantes distribuindo remédios, enxoval, leite e promoção de reuniões educativas. Desenvolveu-se também, o programa de legalização de família, mantendo os serviços de registro de nascimento.
          O município conta ainda com o posto da Superintendência de Campanha de Saúde Pública – SUCAM, hoje Fundação Nacional de Saúde -FUNASA, com uma turma de guardas que todos os dias estão na zona rural buscando cobaias para pesquisas, diagnósticos e tratamento da peste bubônica e combate a tracoma, detetização nos grupos escolares e nas casas onde detectadas as presenças do barbeiro, que tem aparecido com muita freqüência nas escolas. Em cada vila dos distritos, existe um pequeno posto de saúde, mantido pela prefeitura para prestação de serviços de primeiros socorros. Entretanto a falta de alimentos mais nutritivos e higiene nas periferias e Zona Rural são precárias, porque não utilizam fossas ou quando as têm, são rudimentares, pois as pessoas usam áreas livres para satisfazerem suas necessidades fisiológicas, cuja conseqüência é o alto índice de verminoses e doenças transmissíveis. As doenças mais comuns são: verminoses, sarampo, coqueluche, caxumba, diarréia, tracoma, tuberculose, bronquite e pneumonia.
          Conta ainda com seis ambulâncias, sendo duas na sede (hospital) e quatro distribuídas nos distritos de Zé Gomes, Tabocas, Timorante e Viração.
          A Secretaria Municipal de Saúde implantou em 2001 o programa saúde da família, o qual foi ampliado contando hoje com oito equipes.
          Os serviços previdenciários, trabalhistas e assistências ficavam por conta do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural-FURURAL que foi substituído pelo Instituto Nacional de Serviço Social -INSS e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais.


ASPECTOS DEMOGRÁFICO E ESPACIAL DO MUNICÍPIO

          O Município de Exu possui uma população de 32.4232 de habitantes, o que representa 0,41% da população de Pernambuco, e 0,02% da população do País. (Ver Tabela 01)

 

População Residente Por Ano

Ano

População

Método

2003

32.570

Estimativa

2002

32.522

Estimativa

2001

32.470

Estimativa

2000

32.423

Censo

1999

30.763

Estimativa

1998

30.866

Estimativa

1997

30.969

Estimativa

1996

31.091

Contagem Populacional

Fonte: IBGE, Censo e Estimativas/2003 - Tabela 01

 

          Em busca de melhores condições de vida, muitas famílias deixaram a zona rural para residirem na zona urbana.
          Com o êxodo rural, a taxa de urbanização cresceu 5,78, passando de 33,59% em 1991 para 35,53% em 2000.
Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, no período 1991-2000, a população de Exu teve uma taxa média de crescimento anual de 0,17%, passando de 31.941em 1991 para 32.423 em 2000. (Ver Gráfico 01 e Tabela 02)


Gráfico da População de Exu 1991-2000
Gráfico 01

População Residente, por situação de domicílio e sexo

Município

Distrito

População Residente

Total

Situação do domicílio e sexo

Urbana

Rural

Total

Homens

Mulheres

Total

Homens

Mulheres

Exu....

32.423

11.519

5.348

6.171

20.904

10.731

10.173

Exu....

17.354

8.890

4.083

4.807

8.464

4.298

4.166

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000 - Tabela 02

 

          Nos indicadores de longevidade, mortalidade e fecundidade, no período 1991-2000, a taxa de mortalidade infantil do município diminuiu 7,96%, passando de 76,48 (por mil nascidos vivos) em 1991 para 70,39 (por mil nascidos vivos) em 2000, e a esperança de vida ao nascer cresceu 3,66 anos, passando de 58,79 anos em 1991 para 62,45 anos em 2000. (Ver Quadros 01 e 02)

 

 19912000
Mortalidade até 1 ano de idade (por 1000 nascidos vivos)76,570,4
Esperança de vida ao nascer (anos)58,862,5
Taxa de Fecundidade Total (filhos por mulher)4,74,4

Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil-2003 - Quadro 01

 

Estrutura Etária

 

 

 

1991

2000

Menos de 15 anos

13.913

12.165

15 a 64 anos

16.403

18.170

65 anos e mais

1.625

2.088

Razão de Dependência

94,7%

78,4%

Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil-2003 - Quadro 02

 

          A renda per capita média do município cresceu 25,62%, passando de R$ 55,73 em 1991 para R$ 70,01em 2000. A pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 75,50, equivalente à metade do salário mínimo vigente em agosto de 2000) diminuiu 4,46%, passando de 83,4% em 1991 para 79,7% em 2000. A desigualdade cresceu: o Índice de Gini passou de 0,55 em 1991para 0,61 em 2000.(Ver Quadro 03)

 

Indicadores de Renda, Pobreza e Desigualdade

 

 

1991

2000

Renda per capita Média (R$ de 2000)

55,7

70,0

Proporção de Pobres (%)

83,4

79,7

Índice de Gini

0,55

0,61

Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil-2003 - Quadro 03

 

          A evolução da ocupação urbana no município (ver mapas da sede 02 e 03), corresponde diretamente as modificações na densidade demográfica, que cresceu numa taxa de 0,17%. A cidade por sua vez, começa a abrigar esse contingente populacional com acréscimo também a ser incrementados pelo comercio varejistas.

 

Mapa do Município de Exu-PE
Fonte: IBGE 2003 - Mapa 02

 

Mapa do Município de Exu-PE
Fonte: IBGE 2003 - Mapa 03

Este texto foi retirado de:
SOUZA, Maria Iláide Carvalho de, "O CRESCIMENTO DA CIDADE DE EXU E SUAS IMPLICAÇÕES AMBIENTAIS DE 1995 A 2003", Monografia, EXU-PE, 2004.

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